Vieste, menina, de longe.
P’rá “Cidade dos Sonhos”, íngénua, disseste
Apresentaste-te, receosa, cheia de expectativas
Era diferente… desconhecido…
Aos poucos, envolta em medo, um novo mundo conheceste
Que susto!
Fantasmas do passado regressavam
Caiste, choraste!
Quiseste desistir!
Mãos, houveram, que se opuseram
“Pára!”, bocas gritaram
Ouviste os conselhos dos verdadeiros amigos
Aprendeste.
Continuaste, tomaste coragem!
Seguiste o teu caminho,
e mudaste. Sorriste.
Viste sonhos ruirem.
Derramaste muito sal.
Gente de quem gostavas, partiu.
Doeu.
Foi duro,
É sempre.
A isso chama-se viver.
Não é fácil.
Contudo, hoje, mulher,
sabes que só quem sofre, vive
Só quem vive, cresce
Não mais te escondas!
Encara os obstáculos olhos nos olhos.
Vai correr tudo bem.
De certeza.
Temos esse pressentimento
Esta, vai ser, uma boa noite
Uma vida boa, muito boa