Close to extreme exaustion
Quarta-feira, 4 Novembro 2009 por gimbrasVer mail pessoal.
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Trabalhar.
Concluir as tarefas mais urgentes, de maneira a que estas não se tornem urgentÃssimas e as que ainda não o são, não o passem a ser.
Ajudar colegas que cairam aqui de páraquedas, que nem formação tiveram, em assuntos que não têm nada a ver com o que faço e que nem sei fazer…
Ter formação online em Inglês com sotaque espanhol.
Dar formação aos novos colegas sobre as suas funções (quando não era suposto…) e, a seguir, ser interrompido de cinco em cinco minutos para os atender. Tendo, por isso, de dar uma volta de 180º na minha cadeira e ganhar um torcicolo e uma valente dor de costas.
Explicar vezes e vezes sem conta, de manhã, como funciona uma aplicação a quem olha para ela como um boi para um palácio e nem faz o menor esforço para a entender.
Chegar ao absurdo de ainda ter de ouvir essa pessoa queixar-se que não sei explicar, que explico mal e que sonego informação com medo de perder o meu lugar.
Voltar a fazer um esforço infrutÃfero, na parte da tarde, de ter de explicar tudo de novo, vezes e vezes sem conta… para dar precisamente no mesmo. Nada. Zero. Nicles. Rien de papu. A não ser dores-de-cabeça e chatices…
Ver todo o trabalho a acumular… não ter espaço, calma e tranquilidade. Não ter frescura para racicionar, nem conseguir limpar a cabeça – essencial para resolver estas tarefas -, ora porque sou incomodado com os colegas que falam ao telefone com os clientes, ora porque falam ao telemóvel com quem lhes liga, ora porque pensam ou lêem em voz alta, ora porque mastigam de boca aberta sem parar, ora porque conversam uns com os outros, ora por isto, ora por aquilo.
Almoçar em meia hora e abdicar de intervalos para o café.
Sair do emprego um hora e meia depois da hora para enviar algo que era para ontem e ainda ter de voltar o mais cedo possÃvel para terminar outra coisa que era para anteontem.
Poder vir a entrar em confronto directo com os superiores por me obrigarem a cumprir especificidades que não constam no contrato e que foram arbitrariamente por eles removidas (juntamente com o extra monetário), correndo o risco de não me renovarem o contrato e ir para o olho-da-rua.
Querer e não poder dar atenção a quem merece.
Não dormir em condições.
Acordar cansado.
E, por fim, depois de disto tudo, ainda vir saber que andam a lançar rumores que não trabalho nada, nem ajudo a “chefe”…
Não custa, não.
Nada disso!
Ora essa…
Bota abaixo.
Desgasta.
Desmotiva.
Desanima.
Cansa.
Exausta.
Dá cabo de mim e tira-me todas as forças para continuar.
(Mas eu não sou menino. Faço peito firme e dou o corpo ao manifesto. O que tiver de ser, será!)
P.S.2: Chats então, é mesmo para esquecer. ‘Tou mesmo offline.
Tags: Emprego, Sentimentos, Vida











































