Previram-me um futuro risonho. A seguir, estampei-me com o carro

Terça-feira, 18 Novembro 2008 por gimbras

Certo dia, já lá vão mais de 3 aninhos, lançaram-me as cartas do tarot. Não é que seja supersticioso, ou coisa que o valha, mas já que estavam a lançar cartas a toda a gente, decidi ver o que a sorte me reservava. Posso dizer que a sorte me reservava muitas coisas boas. Saíram-me umas cartas fantásticas, esplendorosas. Auguraram-me um futuro verdadeiramente risonho e brilhante, assim eu aprendesse a lidar doutra forma com certos aspectos da minha vida. Teria uma vida maravilhosa, um futuro com o qual sempre sonhara.

Estavamos no final do ano de 2005 (ou seria no final de 2006?) e o Rally Lisboa-Dakar preparava-se para largar. À noite, fui aos Jerónimos ver os carros, motos, camiões e outros veículos da prova rainha dos rallies.

Quando voltei a casa, fui estacionar o carro à garagem. Uma garagem que não tinha sido projectada como tal por isso, os espaços são apertados e são necessárias cautela e algum jeitinho. Não obstante (repare o leitor no uso de caras palavras), estava hiper confiante, em resultado do “futuro auspicioso” que me esperava. Ao mesmo tempo, igualmente eufórico derivado do espírito aventureiro e motorizado do Lisboa-Dakar.

Desci a rampa da garagem, dizendo “nada me poderá correr mal, tudo vai correr maravilhosamente, vou ter um futuro do caraças”. Descuidado, dei mal a curva e rebentei com o carro na parede da garagem. Ficou todo lixado (na verdadeira acepção da palavra) do lado da porta traseira da esquerda. Afinal, o futuro não é já (ou não era naquela altura).

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