Que tal os portugueses ajudarem… os portugueses?

Segunda-feira, 4 Maio 2009 por gimbras

Outro mail recebido, este dá que pensar.

Nada contra estrangeiros ou marcas estrangeiras, mas… não custa nada ajudarmo-nos a nós próprios e o que é nacional é bom.

O António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e colocou um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu
computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL…

Talvez este mail devesse ser enviado às empresas e aos consumidores portugueses.

O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria não sei quantos postos de trabalho.

Pensem comigo (é apenas uma suposição): se o Joaquim optar sempre por roupa de marcas estrangeiras, a fábrica têxtil de Coimbra ou fecha por baixa de vendas, ou despede parte dos seus trabalhadores. Se a fábrica fecha, ou despede funcionários, estes funcionários procurarão produtos mais baratos nas lojas da cidade. Ou então, simplesmente deixam de os comprar. Se não compram, as lojas e o comércio local sofrem com isso. Começam a fechar e a despedir os seus colaboradores. Sem poder de compra, os desempregados deixam de ir às lojas e gera-se assim um ciclo vicioso que vai voltar a afectar as fábricas da zona que abastecem as lojas locais. Afectadas com a crise, fecham mais fábricas e despedem-se mais funcionários…

Se nos outros países as suas populações compram produtos nacionais, que tal nós também nos esforçarmos, sempre que possível, por seguir esse EXEMPLO?

Ajudem-se a si mesmos.

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